Nobel Museum

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Abdulah

Thursday, December 02, 2010

Repatriados Brasileiros de Transnacionais: Uma Análise das Facilidades e Dificuldades e dos Fatores de Não-Permanência nas Empresas

Estudo analisou facilidades e dificuldades do processo de repatriação, e aspectos da não-permanência na organização. Aplicou-se um questionário a 20 repatriados de 11 transnacionais. Para análise, empregaram-se correlação não-paramétrica; regressão logística binária para avaliar influenciadores da não-permanência nas dimensões individual, micro (organização) e macro (ambiente); e análise de conteúdo. Identificou-se a existência de correlação positiva de escolaridade e tempo de retorno com não-permanência; influência negativa de alinhamento da função com habilidades adquiridas no exterior na não permanência; e, que as principais dificuldades se referem à nova função. Percebe-se a importância de oferecer funções adequadas às habilidades dos repatriados para permanência.

Comércio como Fator de Coesão dos Centros Urbanos:

Trata o presente de estudo de caso sobre tentativas de revitalização da área central de Curitiba entre os anos 1995 e 2005, envolvendo o comércio local e o poder público. Em um primeiro momento focalizamos os aspectos teóricos e conceituais que permeiam as relações entre as funções comerciais, econômicas e sociais dos centros urbanos. Serão aprofundados temas como as funções do comércio na cidade, a estruturação do setor
comercial urbano, a relação entre o setor comercial e a revitalização dos centros urbanos, as formas de gestão dos centros urbanos e das configurações comerciais nele atuantes, a interação entre comércio tradicional, comércio moderno e Poder Público Local. Finalmente, sob esse arcabouço, serão analisadas as iniciativas de revitalização do Centro de Curitiba por meio do Projeto Cores da Cidade e, com maior profundidade, será apresentada e analisada a estruturação do Projeto Centro Vivo. Do estudo empreendido evidencia-se que o sucesso dos resultados obtidos inicialmente com o Projeto Cores da Cidade não se manteve ao longo do tempo. Situação diferente parece ocorrer com o Projeto Centro Vivo, que, por
sua concepção com base em ações estratégias dinâmicas, apresenta resultados que se atualizam e se renovam em função das interações entre os atores públicos e privados participantes.

Integração Financeira Internacional e Crescimento Econômico.

Estudo empírico e algumas análises sobre os efeitos da integração financeira internacional nos países chamados de menos avançados - PMA. O estudo visa principalmente responder a uma questão fundamental: a integração financeira promove o crescimento econômico nesses países? Modelos teóricos têm identificado algumas formas de como esta integração pode promover o crescimento econômico nessas nações, porém, uma análise mais sistemática mostra que não é fácil estabelecer uma sólida relação causal entre estes dois fatores. Este estudo propõe que os supostos benefícios advindos de uma integração financeira internacional devam ser considerados com certa reticência. Parece ser necessário, para se tirar um bom proveito dos benefícios proporcionados pela integração, um adequado modelo macroeconômico, uma competente política de gestão pública (governança) e sólidas instituições financeiras domésticas.

Teoria e Prática na Construção do Conhecimento em Administração

Ensaio centrado na tese de que a divisão dos estudos organizacionais em teoria organizacional e em prática organizacional não está contribuindo para o desenvolvendo de conhecimentos na área das ciências da administração. Para tal, iniciamos abordando as formas subjetivista e objetivista de conhecimento e sobre três modelos de conhecimento teórico, com o intuito de evidenciar como esta divisão tem desencorajado o desenvolvimento de conhecimentos mais adequados à teoria das organizações. Posição essa, em seguida, sustentada mediante da discussão sobre as visões fenomenológicas e pós-estruturalistas de construção do conhecimento. Concluímos o ensaio com breves considerações sobre o processo organizacional, levantando sugestões sobre possibilidades de ampliação e melhor aproveitamento do conhecimento se relegada a segundo plano a divisão putativa entre teoria e prática na área de estudos organizacionais

Wednesday, December 01, 2010

COMÉRCIO COMO FATOR DE COESÃO DOS CENTROS URBANOS

Estudo de caso sobre tentativas de revitalização da área central de Curitiba entre os anos 1995 e 2005, envolvendo o comércio local e o poder público. Em um primeiro momento focalizamos os aspectos teóricos e conceituais que permeiam as relações entre as funções comerciais, econômicas e sociais dos centros urbanos. Serão aprofundados temas como as funções do comércio na cidade, a estruturação do setor comercial urbano, a relação entre o setor comercial e a revitalização dos centros urbanos,
as formas de gestão dos centros urbanos e das configurações comerciais nele atuantes, a interação entre comércio tradicional, comércio moderno e Poder Público Local. Finalmente, sob esse arcabouço, serão analisadas as iniciativas de revitalização do Centro de Curitiba por meio do Projeto Cores da Cidade e, com maior profundidade, será apresentada e analisada a estruturação do Projeto Centro Vivo. Do estudo empreendido evidencia-se que o sucesso dos resultados obtidos inicialmente com o Projeto Cores da Cidade não se manteve ao longo do tempo. Situação diferente parece ocorrer com o Projeto Centro Vivo, que, por sua concepção com base em ações estratégias dinâmicas, apresenta resultados que se atualizam e se renovam em função das interações entre os atores públicos e privados participantes.

Abdulah Bubacar Djaló

Teoria e Pratica na Construção do Conhecimento em Administração.

Ensaio centrado na tese de que a divisão dos estudos organizacionais em teoria organizacional e em prática organizacional não está contribuindo para o desenvolvendo de conhecimentos na área das ciências da administração. Para tal, iniciamos abordando as formas subjetivista e objetivista de conhecimento e sobre três modelos de conhecimento teórico, com o intuito de evidenciar como esta divisão tem desencorajado o desenvolvimento de conhecimentos mais adequados à teoria das organizações. Posição essa, em seguida, sustentada mediante da discussão sobre as visões fenomenológicas e pós-estruturalistas de construção do conhecimento. Concluímos o ensaio com breves considerações sobre o processo organizacional, levantando sugestões sobre possibilidades de ampliação e
melhor aproveitamento do conhecimento se relegada a segundo plano a divisão putativa entre teoria e prática na área de estudos organizacionais.

Abdulah Bubacar Djaló

International Financial Integration and Economic Development of LDC.

Tenha uma perspectiva diferente dos efeitos de globalização, integração financeira, abertura e liberalização de mercados e outras coisas do gênero no crescimento econômico de países mais pobres.
Abdulah Bubacar Djaló

Monday, October 16, 2006

O povo e os principes de Sir Smith

O povo e os principes de Sir Smith.

Hoje em dia, é mais grave infringir um artigo da "Declaração Universal dos Direitos do Capital" levada a cabo pelo FMI, Banco Mundial, OCDE, OMC, G7, Comissão Trilateral, Fórum de Davos e outras instituições benemeritas que infringir um da Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas desde 1948. A própria substituição do GATT pela OMC já representou como que uma institucionalização deste liberalismo mais extremo e constitui um passo muito importante ao serviço dos agentes da nossa Aldeia Global. Primeiro porque esta alargou os seus âmbitos à agricultura, aos têxteis, aos serviços e à área da propriedade intelectual. Segundo porque os países mais pobres deixam de beneficiar das vantagens de um processo de negociação multilateral permanente para ficarem sujeitos às deliberações de uma instituição reguladora do comércio global na qual os "principes" ganharão um peso decisivo, ao exemplo do que se passa com o FMI e o Banco Mundial. A OMC coloca acima de tudo a liberdade das trocas comerciais e considera "o comercio livre" uma panacéia capaz de resolver todos os problemas da nossa Aldeia Global porém, segundo dados do Banco Mundial e das Nações Unidas, o comércio mundial cresce mais de que 10% ao ano e a situação da maioria dos que já eram miseráveis não cessa de piorar. E o gap que separa "povo" de "principes" não pára de crescer. A diferença de nível de rendimento que era de 3 para 1 em 1820, passou para 11 para 1 em 1913, 50 para 1 em 1950, atingiu 72 para 1 em 1992 e continua a subir. Um em cada cinco habitantes da Aldeia Global vive com menos de US$ 1/dia porém, o valor dos activos dos 200 "principes" mais ricos ultrapassa o rendimento de 41% da população global. Uma tributação em 1% da riqueza destes "principes" seria suficiente para garantir o acesso ao ensino básico a todas as crianças da Aldeia. Enquanto que menos de 20% dos seus habitantes acumulam mais de 85% do seu PNB, a cada sete segundos, um pequeno aldeão morre antes de completar os 10 aninhos, ou de fome ou de doenças (ou das duas coisas) cuja cura está bem ali ao alcance dos "principes". Mas, afinal, para quê quebrar a patente de medicamentos como o AZT por exemplo e salvar a vida de 10 milhões de "plebeus" por ano se as suas mortes garantem lucros de bilhões de US$ a um único "principe" da indústria farmacêutica e ainda mais sabendo que mais de 25 dos 35 milhões de seropositivos que a Aldeia tem hoje vivem na África ao sul do Sahara? A conta é macabra, mas os factos estão ali bem na nossa frente e como dizia Groucho Marx: "o que prefere? Acreditar em mim ou nos seus próprios olhos?". O Pentágono e a Casa Branca não pensaram duas vezes antes de exigir a quebra da patente do antídoto do ANTRAZ simplesmente porque 100% das seis (isso mesmo, seis; um, dois, três, quatro, cinco, seis!) vitímas do veneno eram da "realeza". A situação pode ainda vir a piorar com a generalização do regime de plena liberdade das trocas aos produtos agrícolas, como pretende a OMC em um regime adoptado na Convenção de Cotonou e com vigência já prevista para 2008. Neste quadro todas as exportações terão de ser feitas aos preços internacionais. Preços estes controlados pelos "principes" do agro-business e que na maioria dos casos são menores que os custos de produção praticados pelas pequenas e médias explorações agrícolas que asseguram sustento à maioria esmagadora do povo. Consequência disto? Com o risco de ser redundante (mas nunca é de mais martelar no assunto), um agravamento ainda maior da dependência alimentar dos países mais pobres com a diminuição da agricultura de subsistência em detrimento da chamada "agricultura de sobremesa" destina aos "principes". O acordo da NAFTA (North American Free Trade Agreement) assinado entre os EUA, o Canadá e o Mexico já não arruinou a agricultura mexicana? E o que está a se passar com a agricultura portuguesa depois do país ter obtido o tão cobiçado visto para ingressar na União Europeia? Não precisa ser nenhum "durão" para responder a esta, pois como costumam dizer os cariocas, para quem sabe ler, um pingo é uma letra.
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Abdulah Bubacar Djalo, MSc
PhD Researcher in Public Administration
Universiteit Leiden - Campus Den Haag
Leiden / The Netherlands